
Introdução ao Psicodrama Clínico com Crianças
Obra da família Zanardini sobre a aplicação do psicodrama no atendimento infantil. Margareth assina “A inviolabilidade psíquica e moral da criança”.
Acervo de Margareth Zanardini
Este site buscou reconstituir, no que foi possível, a história desta advogada que, desde 1981, atuou primeiro apenas em Curitiba e, com o advento da internet, deixou de ter limites geográficos. Atualmente, atua em todo o Brasil.
Mãe Jurídica Combativa · advocacia desde 1981 · OAB/PR 9.604.

Quem é
Conhecida por Mãe Jurídica Combativa, é diametralmente contra acordos precipitados, por entender que neles as pessoas culminam por abrir mão de muitos direitos e depois se arrependem.
Embora em suas redes sociais conste como principal atuação o Divórcio Grisalho, na verdade atua em todas as áreas do direito de família. Foca muito na preservação do patrimônio e por isso seu especial interesse em Execuções, tanto para o credor (para restaurar seus direitos) quanto para o devedor (a fim de que não pague o indevido). Também foca muito em Recursos, o que considera a verdadeira e básica arma para advogados combativos (até escreveu um manual sobre o tema, dirigido a estudantes e recém-formados).
Seu histórico resgatou até sua participação, como atriz mirim, no primeiro filme paranaense “O Diabo de Vila Velha”, como revelação do cinema nacional, aos 9 anos.
Ao iniciar suas atividades, trabalhava ainda no tempo da máquina de escrever, que mantém em seu escritório como uma relíquia (ri quando diz que era um grande avanço tecnológico porque tinha corretivo). É sempre bem-humorada, embora tenha “cara de brava”, contrastando com a figura séria e sisuda de alguns.

O escritório

Diante da experiência de 45 anos em Direito de Família, resolveu fazer este espaço para preservar os filhos de clientes, a fim de que não sejam prejudicados psicologicamente por assuntos relativos à separação, pensões alimentícias, guardas e direito de convivência.
Aliás, entende que todo escritório de Direito de Família deveria ter espaço desta natureza.

Também consta do escritório uma entrada exclusiva para idosos e cadeirantes, que podem descer diretamente do carro para um espaço sem escadas ou dificuldades de locomoção, ou mesmo ser atendidos no próprio carro, se necessário.
Imprensa
Margareth escreveu centenas de artigos em jornais, sendo que nem todos foram encontrados. Foi responsável pela “Coluna do Cidadão”, da Gazeta do Povo, durante anos.
Muitos de seus artigos foram inscritos nos Anais da Câmara Municipal de Curitiba e da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. O material localizado está reunido na coleção de Colunas e Publicações em Jornais.
Reconhecimento



Autoria

Obra da família Zanardini sobre a aplicação do psicodrama no atendimento infantil. Margareth assina “A inviolabilidade psíquica e moral da criança”.

Obra organizada por Cristiano Pinto Ferreira (ADV10X). Margareth contribuiu com um artigo sobre como era e como deve ser a advocacia atual.

Manual básico para estudantes de Direito e advogados recém-formados iniciarem na atuação em recursos. Hoje desatualizado apenas quanto ao Recurso Especial (alterações de 2026); o restante segue muito útil. Enviado apenas com o valor do frete.
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Dos namoros intencional ou diferenciado até que o litígio ou a morte os separe. Reúne a experiência dela no Direito de Família para tratar das consequências jurídicas das relações afetivas: divórcio grisalho, estelionato amoroso, poliamor, família multiparental e multiespécie, além da ousada proposta de nova nomenclatura para o “namoro qualificado” (obra enviada, inclusive, a Ministros do STJ). Dirigido ao público em geral.

Princípios que considera fundamentais para uma advocacia de excelência. Mostra que combatividade não é agressividade: exige preparo, estudo constante, raciocínio e coragem.

Os fundamentos do processo civil, da petição inicial até a sentença, de forma prática e acessível. A tecnologia auxilia o advogado, mas não substitui o conhecimento jurídico. Inclui como bônus o manual “Como parecer advogado antes mesmo de falar”.

Armaduras para jovens combativos. Acompanha o Bê-a-Bá do Processo Civil.

Comportamento, postura e convivência no ambiente jurídico: reuniões, audiências e o trato com colegas, clientes, magistrados e autoridades. Postura e elegância também fazem parte da reputação profissional.
Do manual “Armas Básicas”
Minha vida hoje é melhor do que eu poderia antes imaginar, e isso é resultado de todos os esforços que empreguei para me tornar um ser humano útil.
Tive uma infância muito sofrida por causa da separação de meus pais. Acabei indo morar com meus avós paternos, que me tratavam de um jeito que hoje seria considerado abusivo e que demandaria até mesmo a intervenção do Conselho Tutelar, tal a violência psíquica que me infligiam.
Enquanto minha prima mais nova era tratada por eles como princesa, meu irmãozinho e eu dormíamos em uma espécie de paiol, sem banheiro e em meio às ferramentas do meu avô. Ironicamente, esse local tinha em cima da porta de entrada uma placa pequena, branca, escrita em vermelho, a palavra “ESCRITÓRIO”.
Foram anos de sofrimento, como aqueles que eu vivi antes, quando meus pais, juntos, não nos poupavam de assistir a brigas horríveis que nos amedrontavam. Minha indignação com tudo que passei e, principalmente, com o que fizeram para meu irmão, sempre debochando por sermos “Zanardinis”, levou-me a abolir o sobrenome desses meus avós.
Mas aqueles anos fizeram nascer em mim um grande sentimento para questionar o que era justo ou não. E também um anseio protecionista, primeiro para salvar meu irmão e, depois, para cuidar de crianças em geral, até hoje traumatizadas pelos litígios de pais insanos e emocionalmente abalados pela ruptura do relacionamento conjugal.
Embora meus avós fossem as pessoas mais prósperas do bairro, passamos por todas as espécies de privações. A pior de todas foi a efetiva desmoralização de minha mãe por meio de atos que hoje seriam classificados como alienação parental. Quando fiz 15 anos, voltei a morar com ela, e ela nunca se recobrou das violências psíquicas praticadas. Como consequência, tinha um comportamento que nos fazia sofrer.
E foi tudo isso que me levou a querer cursar Direito. A palavra “justiça” soa até hoje, para mim, como música. Sempre pensava que deveria haver um jeito de proteger crianças das atitudes insanas de parentes insensíveis. Criança não pode (ou não deveria) ser punida pelo fim dos relacionamentos dos adultos.
E o tempo passou. Formei-me e tive, então, o meu primeiro escritório, iniciando minhas atividades em 8 de março de 1981. Os móveis eram usados, e o telefone foi adquirido em dezenas de parcelas. A inauguração do espaço consistiu em subir no elevador de um prédio simples, abrir a porta e, com o otimismo peculiar de quem tinha 24 anos de idade, aguardar os clientes aparecerem.
Meu professor e fiador, Rui Barbosa Corrêa Filho, usava uma das salas e pagava a metade das minhas despesas. Ele acreditou em meu talento desde o primeiro ano de curso, quando me indicou para trabalhar com o então Diretor do Departamento de Ciências Jurídicas da PUC/PR, onde me formei, sugerindo para publicação um trabalho que fiz no primeiro ano da faculdade. O diretor era Dálio Zippin Filho, com quem aprendi muito e a quem sou eternamente grata.
Naquele início de profissão, eu não tinha nenhum dinheiro nem clientes em vista, mas, questionada sobre como os arranjaria, respondia convicta: “Deus vai me enviar!”. E sempre enviou.
E graças a Ele, à minha fé, ao meu esforço e ao meu trabalho, hoje tenho meu escritório situado em região nobre da cidade. Nele há uma “placa de escritório e ferramentas” que uso diariamente: meu conhecimento, adquirido todos os dias desde então; experiência; sensibilidade; e, mais recentemente, as tecnologias que nem de longe evocam o tempo do paiol de madeira em que permaneci na infância.
Depois de escrever o texto sobre o “paiol de meu avô” e de suas ferramentas, fui pesquisar o significado exato dessa palavra (paiol) e encontrei o seguinte: “Depósito de pólvora e outros instrumentos bélicos. Compartimento do navio onde se guardam pólvora, munições, bagagens, mantimentos”.
Dentro desse panorama, é certo que este pequeno manual também será um mini paiol, na medida em que trará os instrumentos básicos para munir quem deseja ser combativo, a partir da utilização de ferramentas capazes de enfrentar decisões que o operador do Direito repute injustas ou equivocadas, sempre com o destemor que deve caracterizar o bom advogado, mas de maneira respeitosa e técnica.
Nas palavras da própria Margareth
Nascida literalmente no meio do século passado (8 de novembro de 1956), digo, na brincadeira, que não sou idosa, apenas “jovem há mais tempo”. Costumo dizer: “Tenho 25 anos mais 45 de experiência.” Em 2026, completo 70 anos de idade, que faço questão de revelar.
Desde 2021, com o digital passando a fazer parte da vida de todos, em especial dos advogados, preocupada em não “ficar pra trás”, comecei uma verdadeira peregrinação por várias mentorias para me atualizar, ter contato com os jovens advogados e aprender como eles estavam pensando e agindo. Sempre digo que minha advocacia é, literalmente, a.C. e d.C.: antes de Cristiano e depois de Cristiano.
Onde comecei minha jornada de mentorias. A convite dele, lancei meus livros e participei da Carta aos Jovens Advogados; com ele assimilei a nova mentalidade da advocacia.
Ensina de forma magistral sobre Inteligência Artificial, como só quem tem inteligência natural superior e criatividade ímpar consegue ensinar.
Pessoa de coração diferenciado. Sobre como escrever copies, descobriu na minha trajetória uma história em estilo “jornada da heroína”.
Jovem e promissor advogado e mentor, que fala sobre os chamados “nichos de sustentação”.
Com quem aprendi sobre a busca de bens, na mentoria que ensina magistralmente a execução do ponto de vista do credor.
Demonstra a importância da neurociência aplicada ao direito e traz as mais modernas atualizações tecnológicas.

A Arthur Bender devo a apresentação ao conceito de branding digital e marca pessoal (a quem, inclusive, homenageei em meu livro “Os Danos do Amor”). Foi ele quem me deu a ideia de apresentar-me como “Advogada Combativa”, quando soube como sou avessa a acordos precipitados.

Uma gratidão à parte · “O sábio não nega conhecimento”
Conheci Giovanni Begossi, o El Professor da oratória, em cursos online. Num dos cursos ele ensinava a “técnica do caderno”; fiz, e um dos meus pedidos era “quero ser amiga dele”. Num evento com umas cinco mil pessoas, desceu do palco para honrar sua aluna (eu), que estava ali, na primeira fileira. Algo totalmente inusitado.
A ele devo ter me destravado no digital, pois, mesmo com experiência de filha de jornalista, indo a programas de rádio desde os cinco anos, tendo sido atriz infantil aos nove, concedido muitas entrevistas para jornais e TVs, sido jurada de calouros e participado de programas de TV, eu nem tinha coragem de abrir a câmera. Autor do livro “Como falar bem e ficar rico”, sua criatividade é ímpar.
“Quem aplaude, atrai”
Em 2026, no momento em que pomos este acervo no ar, pedi uma orientação a Deus para ver o que eu devia fazer para dar continuidade sólida à minha profissão e deixar para minhas filhas e neto mais do que herança: um legado. Então recebi vídeos de um cara vestido com a cor da coragem e da intensidade. Foi quem me incentivou a me posicionar no YouTube.
Na mentoria dele, vejo muito mais que ensinamentos técnicos. Não é aquele tipo de mentor que promete “te pegar pela mão”; este te pega pelo coração. De uma humildade insana. Alma de artista. João Adolfo, aqui repito teu jargão: “Quem aplaude, atrai”. Peço aplausos pela minha jornada não por vaidade, mas porque desejo a quem consultar este acervo todas as bênçãos do mundo.

Até que a morte me separe!
Nasci advogada. Morrerei advogada.
Desde a infância questionava institutos jurídicos: “Por que alguém que casa usa o nome do marido? Ela já não tem o nome da própria família?”. “Por que prendem pessoas? Com certeza um dia vão achar outro jeito de punir quem erra, porque colocar alguém numa gaiola é errado como prender um passarinho também é.” Por estas e por outras, vou continuar estudando e ensinando quem eu puder.
“Até que a morte me separe da advocacia”, já que aposentadoria é uma palavra que desconheço.
Onde encontrar
Dúvidas frequentes
Coleções
Toda essa trajetória está registrada, na prática, neste acervo público e navegável: colunas jurídicas assinadas, publicações em jornais, o acervo histórico Memórias Paraná e vídeos.